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Deixando de enriquecer a China e os Estados Unidos: desenvolvendo as regiões do Brasil

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Por Welliton Resende A globalização é entendida aqui como o processo pelo qual o capital-dinheiro na forma da moeda hegemônica-o dólar norte-americano- se coloca como pressuposto e resultado de todas as economias nacionais. Chesnais (1996) chama isso de "mundialização do capital". A fase mais visível do "pressuposto e resultado do capital" se coloca mais visível nas economias submundiais, nome dado às novas formas de divisão do capital. Em relação aos países, o Japão aplica seus excedentes monetários em títulos da dívida norte-americana, ou seja, o dólar é pressuposto e resultado também para a economia nipônica. Os mastodontes da economia mundial, China e Índia, que estão mudando a divisão mundial do trabalho,  se alimentam do mercado de oferta de capitais para alavancar suas formidáveis expansões e o dólar volta como resultado da exportação de manufaturas chinesas e serviços indianos. A Rússia permanece imersa em um turbilhão de acumulação primitiva. ...

Resenha do livro: Elegia para uma Re(li)gião

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(Oliveira, 1981) Por Welliton Resende Siga Resende no Twitter A experiência da SUDENE desde sua fundação parece excessivamente marcada pela força ou fraqueza de alguns de seus personagens principais: de Celso Furtado a Miguel Arraes. É preciso entender tais personagens como personas no sentido de Marx: representam forças sociais que representavam, e dos processos contraditórios a que o embate e o confronto dessas classes davam lugar. Este trabalho tenta entender esses processos. Não se encontrará nesse trabalho uma teoria do planejamento. A impossibilidade de uma teoria do planejamento reside essencialmente em que este- o planejamento- é uma forma: aqui, parece encontrar-se uma contradição radical, pois precisamente os esforços de teorização fazem-se, na maior parte dos casos, sobre as formas que os processos sociais assumem. A postura teórica deste trabalho recusa os "modelos", por entender -no que suscitará divergências- que essa forma de conflito social, ...

Priavatização do público, destituição da fala e anulação da política

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Síntese do pensamento do filósofo Francisco de Oliveira Francisco de Oliveira Por Welliton Resende O golpe de 1964 e toda a sua duração não foram senão o esforço desesperado de anular a construção política que as classes dominadas haviam realizado no Brasil , pelo menos, desde os anos 30. "Em verdade, procurou-se anular a possibilidade da reivindicação da parcela dos que não têm parcela , tanto na produção quanto na distribuição do produto social", filosofa a autor Francisco Oliveira. A crise interna no Estado colocou os holofotes sobre a despesa pública e converteu as despesas sociais no bode expiatório da falência do Estado , quando na verdade isto se deveu à dívida interna pública e ao serviço da dívida externa da simultaneidade das duas crises, com a incapacidade clássica  das burguesias em abrirem-se para a política, o que significa dizer que a resolução de seus impasses não conseguia ser arbitrada, abriu o passo a que solução burguesa viesse, uma vez ...