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Nano crônica: De volta ao Cine Roxy

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Por Welliton Resende No final dos anos 90, o Cine Roxy era o point para o pessoal que gostava de filmes adultos em São Luís. Hodiernamente, lá funciona o Teatro da Cidade, que é gerenciado pela Prefeitura de São Luís e apresenta atividades culturais.  Naqueles dias convidei uma gatinha para sair e tive a feliz ideia de assistir a um filme lá por conta da programação costumeira. Na minha cabeça, iria criar um "clima" propício para a noite que se desenhava favoravelmente.  No entanto, o tiro saiu pela culatra e o filme exibido era de Karatê. Nada de John Holmes e cia, somente Bruce Lee dando cacetadas em exércitos de taiwaneses ninjas. Ontem, no Teatro da Cidade, durante uma palestra no I Seminário Municipal de Transparência e Combate à Corrupção, rememorei o episódio com amigos. Óbvio, todos sorriram da minha desventura.

Crônica para uma noite de domingo

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Rubem Braga (1913-1990) Despedida Rubem Braga E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval — uma pessoa se perda da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito — depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado — sem glória nem humilhação. Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um recôndito despeito. E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque fi...