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Mostrando postagens com o rótulo UEMA

A “tragédia” da criação dos novos municípios na Amazônia Legal: o caso do Maranhão

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Mestrado, UEMA, PPDSR Segundo pesquisa elaborada pelo escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), publicada em 2017, a região continua apresentando o maior grau de dependência das transferências federais, uma vez que sua arrecadação auferida significou apenas 63% da receita realizada no período, quando a média nacional é 82%. No caso do Maranhão, 75% dos municípios dependem dos recursos federais para fechar suas contas. A partir da década de 1990, houve um movimento emancipatório de povoados sem que fossem realizados estudos de viabilidade municipal adequados. E o Estado passou de 137 para 217 municípios. Ressalte-se que o fracionamento excessivo da divisão político-administrativa dos Estados acaba criando muitos municípios que não deveriam ter sido criados. De acordo com matéria publicada em O Imparcial, o Maranhão poderá “ganhar” mais 32 municípios. Nesse sentido, o ideal seria que fosse possível fundir ou refundir alguns desses municípios que não têm ra...

UEMA promove o IV Seminário de Ciência Política

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As inscrições para o IV Simpósio de Ciência Política são gratuitas O enfrentamento à agenda  ultraliberal precisa ser encarada como uma realidade na política brasileira e latino-americana. Pensando nisso o Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Socioespacial Regional (PPDSR) da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) promove, no período de 10 a 12/12, o IV Simpósio de Ciência Política. Segue a programação completa: LOCAL: Auditório do Curso de História UEMA – Centro Histórico e Campus UEMA Cidade Operária Dia 10 de dezembro 2019 8:00 - CREDENCIAMENTO 8:30-10:00 Mesa 01: CONJUNTURA POLÍTICA BRASILEIRA E LATINO-AMERICANA: golpes, levantes e estratégias de enfrentamentos à agenda ultraliberal Prof. Dr. John Kennedy Ferreira (UFMA) Prof. Ms. Saulo Pinto (UFMA) Prof. Dr. Adroaldo José Silva Almeida (IFMA – Campus Maracanã) Coordenação: Deusilene Pedra Viegas (Mestranda em Desenvolvimento Regional-UEMA) 10:30-12:30 Mesa 02: AGENDA ULTRALIBERAL E O DESMONTE DA EDUCA...

A nova Política Nacional de Desenvolvimento do Governo Bolsonaro

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Por Welliton Resende* Siga Resende no Insta O Governo Federal bate na tecla que o caminho de redução das desigualdades passa pela valorização da diversidade do país. Assim, a superação do problema da desigualdade regional consiste na exploração dos potenciais endógenos de desenvolvimento das diversas regiões. Por exemplo, a produção de commodities no Maranhão (soja e eucalipto) poderia ser um caminho para alavancar o nosso desenvolvimento. No último dia 01/10/2019 foi lançado o Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE), que aposta no fortalecimento estratégico das redes de cidades intermediárias. Foram identificados 41 municípios nos 11 estados da área de abrangência da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Segundo o ministro Gustavo Canuto, a ideia é investir nas cidades polo identificadas para que as áreas de influência possam crescer economicamente. Nesse sentido, foram mapeados Polos de Agricultura Irrigada (Polo Oeste da Bahia), Rotas...

Gestão pública e racionalidade administrativa: sobre gestão ambiental urbana no Brasil

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 Resenha do artigo de Salviana Pastor Por Welliton Resende O presente artigo 3 versa sobre a racionalidade administrativa da gestão pública tomando-se como referência a questão ambiental nas cidades brasileiras, ou seja, as contemporâneas relações entre cidade e política.  O trabalho apresenta como referência analítica três critérios básicos utilizados por Offe (1984) para problematizar a ação político-administrativa nos marcos do capitalismo: (1) atendimento ao estatuto jurídico, (2) consensos de natureza teleológica e (3)acordos de natureza extralegal. Parte-se da perspectiva de que, nos marcos do capitalismo, a propriedade privada e o contrato são instituições centrais e que esse modo de produção ‚[...] como um todo é absolutamente dissipador, e tem de continuar a sê-lo em proporções sempre crescentes‛ (MÉSZÁROS, 1989, p. 27). Nesse sentido, a gestão pública da questão ambiental tem feição predominantemente empresarial. De acordo com Harve...

UEMA promove o II Seminário do Observatório de Desenvolvimento Regional

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 O evento é promovido pelo Programa de de Pós-Graduação em Desenvolvimento Socioespacial e Regional – PPDSR  da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) Estão abertas as inscrições para o “II SEMINÁRIO OBSERVATÓRIO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL”, que tem como tema “ A política energética brasileira para a Amazônia: Impactos sociais, ambientais e alternativas sustentáveis em tempos de neoliberalismo. O objetivo do evento é discutir a política energética brasileira para a Amazônia, numa interlocução com outros pesquisadores para produzir subsídios e difundir conhecimentos produzidos sobre o tema, implementar estratégias de articulação entre grupos e redes de pesquisa sobre a questão energética.   Para o mestrando e auditor federal Welliton Resende, o seminário vai ser uma excelente oportunidade para que os alunos possam mostrar os seus projetos de pesquisa. "No meu caso, vou discutir a questão da verdadeira “tragédia” que foi a criação dos novos mun...

A construção do mito da brasilidade

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Dissecando Jessé Souza A-Que pergunta o texto procura responder? -Por que o Brasil se percebe como “mercado” e os países desenvolvidos se percebem como “sociedade”? B-Qual a tese central do texto? -DNA coletivo baseado na nossa história C-Que argumentos sustentam a tese? Arrumar uma tábua de salvação para um país recém-autônomo (1822), composto em sua imensa maioria de escravos, homens livres incultos/analfabetos acostumados a obedecer e não a serem livres. O tema da natureza foi o primeiro. Recorrente no decorrer do século 19 na prosa, na poesia, na construção de nossa literatura e nas imagens de grandeza do grande “país do futuro”, “deitado em berço esplêndido”, apenas esperando para ser acordado e cumprir seu grande destino dentre os grandes povos da terra. O tema “imagem positiva” para um “povo de mestiços” foi o segundo. Durante todo o século 19 e até a década de 1920, o paradoxo da identidade nacional brasileira vai ser materializado, precisamente, com base n...

A grande transformação: as origens de nossa época

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Resenha da obra de Karl Polonyi Por Welliton Resende Siga Resende no Twitter A civilização do século XIX se firmava em quatro instituições. A primeira era o sistema de equilíbrio de poder que, durante um século, impediu a ocorrência de qualquer guerra prolongada e devastadora entre as Grandes Potências. A segunda era o padrão internacional do ouro que simbolizava uma organização única na economia mundial. A terceira era o mercado auto-regulável, que produziu um bem-estar material sem precedentes. A quarta era o estado liberal. Nesse sentido, o próprio   estado liberal foi uma criação do mercado autoregulável. Portanto, a chave para o sistema institucional do século XIX está nas leis que governam a economia de mercado. Em muitos países o estado liberal foi substituído por ditaduras totalitárias e a instituição central do século produção baseada em mercados livres - foi substituída por novas formas de economia. Isto nos leva à nossa tese que ainda precisa ser ...