Uma multidão é mais inteligente que uma pessoa individualmente?

Em seu livro "A sabedoria das multidões", o escritor James Surowiecki afirma categoricamente que sim. Para tanto, utiliza uma série de argumentos bem embasados que comprovam essa tese.
O escritor afirma que, sob as condições e circunstâncias corretas, grupos são impressionantemente mais inteligentes que a pessoa mais inteligente em seu interior. E a conclusão é clara: os grupos não precisam ser dominados por pessoas excepcionalmente inteligentes para serem espertos. Em decorrência da Teoria das Elites, a tendência do homem ocidental é presumir que a chave para solucionar problemas ou tomar boas decisões é encontrar aquela pessoa certa que terá a resposta. 

Outra conclusão interessante de Surowiecki é que devemos parar de procurar especialistas e, em vez disso, perguntar à massa. Esse tipo de "inconsciente coletivo bestializado" vem das obras de Peter Drucker, conhecido como o pai da administração. No entanto, críticos da massa, como o escritor francês Gustave Le Bon, diziam que as massas "nunca conseguem realizar algo que demande um alto grau de inteligência e são sempre inferiores intelectualmente ao indivíduo isolado". Paradoxalmente, Surowiecki afirma que a diversidade e a independência são importantes porque as melhores decisões coletivas são fruto da discordância e da contestação, não do consenso ou acordo. 

 Por fim, a melhor forma de um grupo ser sábio é cada pessoa nele pensar e agir da forma mais independente possível. Portanto, líderes de organizações públicas ou privadas não devem buscar entre seus colaboradores o "consenso burro", mas o "dissenso inteligente" para que as organizações cresçam. Uma pergunta que não quer calar: Surowiecki teria comprovado que a voz do povo é a voz de Deus?

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