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Mostrando postagens de setembro, 2019

A teoria das elites

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Donald Trump Por Welliton Resende   Gaetano Mosca , Vilfredo Pareto e Robert Michels inte gram o grupo de autores considerados elitistas clás sicos. São, na verdade, os fundadores da Teoria das Elites. São au tores liberais que entendem a política como uma prática de lideran ças que, por sua origem e formação, atribuem-se o direito de dirigir e co mandar as massas populares, as quais, por sua condi ção social e histórica, não estão aptas a governar.  Neste cenári o, é natural que os “inferiores” sejam dirigidos pelos “superior es”, que pos suem o conhecimento da arte de comandar. Para os re feridos au tores sempre haverá desigualdade na sociedade, em e special a desigualdade política. Isto é, sempre existirá uma minoria diri gente e uma maioria condenada a ser dirigida, o que significa dizer que a democracia, enquanto “governo do povo”, é uma fan tasia inatingível.  Ou seja, os elitistas rejeitam a teoria clássica da democracia, bem ...

O que é o Estado: da visão de Marx, Weber, Macpherson passando pelo blogueiro maluco

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Por Welliton Resende O Estado é parte da sociedade, embora seja sobreposta a ela, e resulta de um pacto que cria ordem social. Para se manter, o Estado se utiliza da violência legítima e institui e faz cumprir leis. As funções tradicionais do Estado englobam três domínios: Poder Executivo , Poder Legislativo e Poder Judiciário . Uma característica é que ele extrai recursos da sociedade, por meio de tributos, com o intuito de garantir a propriedade privada e os contratos. Em suma, o Estado contempla o conjunto de instituições que presidem a vida social em determinado território. Na visão do filósofo e revolucionário socialista alemão Karl Marx (1818-1883) , o Estado está a serviço do capital e se configura pela relações materiais definidas pela apropriação privada dos meios de produção por uma classe dominante. Sob a aparência de governo, em nome do interesse universal, articula mecanismos e cria regras específicas afim de garantir que se efetive o processo de ac...

Deixando de enriquecer a China e os Estados Unidos: desenvolvendo as regiões do Brasil

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Por Welliton Resende A globalização é entendida aqui como o processo pelo qual o capital-dinheiro na forma da moeda hegemônica-o dólar norte-americano- se coloca como pressuposto e resultado de todas as economias nacionais. Chesnais (1996) chama isso de "mundialização do capital". A fase mais visível do "pressuposto e resultado do capital" se coloca mais visível nas economias submundiais, nome dado às novas formas de divisão do capital. Em relação aos países, o Japão aplica seus excedentes monetários em títulos da dívida norte-americana, ou seja, o dólar é pressuposto e resultado também para a economia nipônica. Os mastodontes da economia mundial, China e Índia, que estão mudando a divisão mundial do trabalho,  se alimentam do mercado de oferta de capitais para alavancar suas formidáveis expansões e o dólar volta como resultado da exportação de manufaturas chinesas e serviços indianos. A Rússia permanece imersa em um turbilhão de acumulação primitiva. ...